EM13LP17
Essa habilidade refere-se à produção de roteiros para práticas nos diferentes campos de atuação, com gêneros que articulem diferentes linguagens e mídias, como vlog, videoclipe, videominuto, encenação teatral, narrativa transmídia, playlists comentadas, entre outros. Implica a compreensão de como a produção escrita pode ter relações com a produção oral e/ou a multimodal, com a significação do gênero roteiro como prospectivo do que precisa ser elaborado com as outras linguagens e seus recursos. Também implica o domínio de regularidades básicas do roteiro e de particularidades da prática em que se insere (roteiro para podcast; roteiro para cena de teledramaturgia etc.); a mobilização e a articulação de conhecimento das diferentes linguagens, de modo que o roteiro condense escolhas e possibilidades de sentidos que serão concretizadas na produção que ele prospecta; a mobilização de conhecimentos sobre etapas do processo de produção textual; o exercício da abertura para o novo e a disponibilidade para a colaboração, no exercício da autoria coletiva. Seu desenvolvimento pode ser articulado a EM13LGG703, que prevê o uso de mídias e ferramentas digitais, em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais.
Consulte as demais habilidades vinculadas:
Objetos do conhecimento
- Contexto de produção, circulação e recepção de textos e atos de linguagem em gêneros que pressuponham etapa de roteirização.
- Regularidades do gênero roteiro.
- Produção de roteiros para diferentes gêneros, práticas e campos de atuação.
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Componentes comentam a habilidade
A Língua Portuguesa contribui no desenvolvimento dessa habilidade por meio de propostas de produção de textos linguísticos e multissemióticos, de diferentes gêneros, para práticas nos diferentes campos de atuação que requeiram etapa de roteirização. Esse desenvolvimento implica: apropriação de regularidades básicas dos roteiros e de particularidades conforme situação de uso e esfera (um roteiro para teatro, por exemplo, implica saber organizar o texto em cenas, rubricas, diálogos; já um roteiro para vlog, precisa prever entrada de programa, inserção de áudio e imagem, sons de background, entre outros). Na progressão curricular, é preciso considerar práticas autorais e coletivas que propiciem análise, experimentação, combinação e edição de recursos de linguagens com uso de novas tecnologias e possibilidades de articulação de mídias (multimídia, transmídia etc.), em diálogo com práticas das culturas juvenis.
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Exemplos de objetivos de aprendizagem
- Definir contexto de produção, circulação e recepção de roteiro.
- Produzir roteiros, conforme contexto de produção e gênero definidos.
- Exercitar a autoria coletiva de roteiros, com abertura para o diálogo e participação colaborativa.
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Possibilidades para o currículo
Na integração dentro da própria área, o desenvolvimento dessa habilidade pode ser favorecido pelo procedimento comum de promover a roteirização como etapa estruturante para a produção de gêneros e práticas diversas nos componentes. Ela pode ser desenvolvida também dentro de projetos da área (ou das áreas) ou dentro de iniciativas dos jovens que demandem produções de autoria coletiva, especialmente com gêneros e práticas dos novos letramentos e dos multiletramentos, e que impliquem etapa de produção de roteiro.
Seu desenvolvimento evidencia-se na autonomia dos estudantes na organização da colaboração, com participação significativa na produção de roteiros para diferentes práticas de linguagem, o que favorece práticas de linguagens contemporâneas como formas de participação do estudante na sociedade, com autonomia e criticidade, como prevê o desenvolvimento da Competência Geral 6.
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