EM13CHS206
Essa habilidade implica reconhecer a composição espacial por meio da interação entre componentes físicos, naturais e humanos, em articulação com as categorias da área de Ciências Humanas; compreender similaridades entre fenômenos que ocorrem em espaços e tempos distintos; compreender a localização como expressão de contextos espaciais e reconhecer a escala como abrangência espacial do fenômeno; e compreender e analisar a morfologia das cidades e dos espaços urbanos por meio dos princípios da analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão e ordem. Essa habilidade contempla a Competência Geral 2 de exercício intelectual de investigação, análise crítica, imaginação e criatividade, para investigar e resolver problemas.
Objetos do conhecimento
- Abrangência escalar do fenômeno espacial: local, regional e global e as relações entre os princípios do raciocínio geográfico.
- Redes urbanas, cidades globais, megalópoles e metrópoles, considerando as barreiras econômicas, sistemas de informação e comunicação e as contradições socioespaciais contemporâneas.
- Processos de urbanização e o direito à cidade.
- Redes e sociabilidades urbanas: localização e mapeamento de aparelhos culturais e de entretenimento pela cidade.”
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Componentes comentam a habilidade
A Geografia contribui no desenvolvimento dessa habilidade ao abordar as múltiplas escalaridades dos fenômenos, de modo a compreender possíveis e prováveis relações entre local, regional e global.
A História contribui no desenvolvimento dessa habilidade ao abordar os usos do espaço no Brasil colonial e monárquico. Também aborda o reconhecimento da importância e influência da configuração espacial no desenvolvimento das sociedades antigas, na formação das aldeias agrícolas e primeiras cidades e no estabelecimento de rotas comerciais.
A Sociologia contribui no desenvolvimento dessa habilidade a partir da contribuição marxista sobre o estudo da cidade, problematizando com foco na qualidade de vida urbana.
A Filosofia contribui no desenvolvimento dessa habilidade através da reflexão sobre a influência do pensamento científico na organização dos espaços contemporâneos, considerando a garantia dos Direitos Humanos e sociais.
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Exemplos de objetivos de aprendizagem
- Analisar representações cartográficas que permitam refletir sobre as semelhanças e diferenças entre fenômenos geográficos em diferentes lugares e tempos.
- Compreender a escala de atuação humana nas questões ambientais, considerando a interação entre fenômenos, próximos e distantes, como constituintes das organizações espaciais.
- Analisar os assentamentos antigos e a formação das cidades ao longo do tempo, considerando o acesso aos sítios, as possibilidades produtivas e as características de cada período.
- Identificar a estruturação de espaços urbanos, considerando indicadores de renda, consumo e qualidade de vida (serviços de saneamento, transporte, lazer, acesso a educação e moradia, entre outros indicadores socioeconômicos e ambientais).
- Mobilizar criticamente o instrumental conceitual que descreve a dinâmica da territorialidade da moderna sociedade capitalista e estimular o raciocínio complexo com relação ao desenvolvimento dos processos sociais locais e globais com base nos princípios.
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Possibilidades para o currículo
É possível utilizar situações didáticas que propiciem aos estudantes reconhecer a relação escalar entre os fenômenos espaciais: as orientações econômicas e políticas mundiais relacionadas a problemas socioambientais locais. Pode ser desenvolvida a integração com os componentes de Química e Biologia por meio de projetos em que os estudantes podem pesquisar os problemas socioambientais locais e propor soluções, bem como realizar mapeamento de aparelhos urbanos de educação, saúde e mobilidade, fomentando análises e discussões sobre desigualdades sociais em espaços urbanos e rurais.
Pode-se também articular os conhecimentos da Geografia, Filosofia, Sociologia e História a fim de promover a compreensão da relação entre soberania nacional e questões socioambientais planetárias.
Outra possibilidade é favorecer a análise, por meio das representações cartográficas, das possíveis articulações entre as cidades mundiais (seus indicadores socioeconômicos e ambientais) em diferentes tempos.
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