EM13CHS602
Essa habilidade implica compreender as características do paternalismo, do autoritarismo e do populismo no Brasil e na América Latina; relacionar a organização político-social em diferentes contextos, investigando o incentivo à autonomia, à liberdade, ao diálogo e à promoção da cidadania no Brasil e na América Latina; reconhecer o papel das mobilizações sociais no reordenamento político do Estado e na geopolítica das fronteiras; e refletir sobre a opressão, repressão e desigualdade contra determinados grupos étnicos e/ou sociais.
Objetos do conhecimento
- Paternalismo, autoritarismo e populismo: conceituação, origens e características no Brasil e na América Latina.
- O patriarcalismo, o coronelismo e o clientelismo na formação da sociedade brasileira.
- Divergências entre países latino-americanos: os conflitos territoriais nas fronteiras entre os países e as migrações entre os países latino-americanos.
- Política, poder e Estado: ordem político-social, instituições e funcionamento das regulações e leis, em contexto histórico e filosófico.
- Populismo, clientelismo e instituições político-partidárias: o assistencialismo e a cidadania negada.
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Componentes comentam a habilidade
A Sociologia contribui no desenvolvimento dessa habilidade abordando a relação entre público e privado, a utilização do poder político para fins individuais com privilégios a grupos ou classes sociais, o papel e a atuação política em respeito à lei e à democracia, a função dos partidos políticos e dos órgãos do poder político e a relação entre a sociedade e o Estado.
A História contribui no desenvolvimento dessa habilidade ao reconhecer o patriarcalismo, o coronelismo e o clientelismo na formação da sociedade brasileira e latino-americana e ao abordar os governos populistas no Brasil, na Argentina, no México, na Bolívia e no Equador.
A Geografia contribui no desenvolvimento dessa habilidade refletindo sobre as questões fronteiriças na América Latina e as divergências territoriais entre países, por exemplo, Colômbia e Venezuela, Chile e Bolívia, Inglaterra e Argentina, entre outras.
A Filosofia contribui no desenvolvimento dessa habilidade por meio da argumentação crítica, com a reflexão sobre conceitos e valores da política, do Estado e da ética nos espaços públicos e privados.
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Exemplos de objetivos de aprendizagem
- Compreender que o autoritarismo é intrínseco ao paternalismo e ao populismo e que atrelados a eles estão outros mecanismos de poder, como o patriarcalismo, o coronelismo, o mandonismo, o clientelismo e o caudilhismo.
- Investigar as questões territoriais fronteiriças na América Latina para compreender as divergências políticas, históricas e geográficas que envolvem países latino-americanos.
- Relacionar o populismo brasileiro com outros casos latino-americanos.
- Reconhecer que o autoritarismo está presente em ditaduras e democracias e que o líder populista autoritário pode chegar ao poder pelo golpe ou pelo voto.
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Possibilidades para o currículo
Uma reflexão integrada em formato de mesa redonda, seminário ou debate pode promover problematizações a partir das situações atuais de disputais territoriais na América Latina, que permitam pensar sobre a sociedade e o papel do Estado no uso do território, considerando a multiplicidade de grupos e interesses. O estudo por investigação pode ser feito a partir de casos como o da faixa costeira entre Chile, Bolívia e Peru, que disputam a soberania de território há muitos anos, ou o caso de Honduras, Nicarágua e El Salvador, que disputam a fixação dos limites fronteiriços no golfo do Fonseca. O estudo da geopolítica na América Latina contribui com o Projeto de Vida dos estudantes no sentido de qualificá-los para as questões políticas mundiais. Compreender os conflitos territoriais é fundamental para se tornar um cidadão mais consciente e engajado. Assegurar que os estudantes apresentem argumentos críticos sobre a geopolítica latino-americana e o reordenamento territorial pode garantir que eles compreendam a importância da Competência Geral 10.
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