EM13CHS503
Essa habilidade implica compreender a violência para além da agressão física e verbal percebendo suas diferentes formas e manifestações; identificar causas, motivações e consequências da violência; reconhecer intencionalidades políticas, sociais e culturais da violência; reconhecer a distribuição de territorialidades diversas em um mesmo espaço físico e as relações com formas de violência; e propor ações para combater a violência. O estudo dessa habilidade colabora para o desenvolvimento da Competência Geral 10, pois o estudante deve pensar coletivamente sobre questões sociais e agir com responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
Objetos do conhecimento
- Ações de regimes ditatoriais e totalitários, golpes de Estado, terrorismo e formas de repressão. Apartheid na África do Sul e a segregação étnico-racial nos EUA.
- Ação, juízo, reflexão, violência e as relações com fenômenos sociais como migração, pobreza, exclusão e vulnerabilidade social.
- Diferentes violências – física, psicológica e simbólica – em questões étnico-raciais, de gênero, sexo e religião. Atlas da violência na representação cartográfica.
- Uso político, social e cultural da violência: campanhas políticas, propagandas ideológicas, redes sociais e uso político de fake news.
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Componentes comentam a habilidade
A Geografia contribui no desenvolvimento dessa habilidade ao analisar fenômenos espaciais decorrentes de perseguições religiosas e políticas, como os fenômenos sociais da migração, pobreza, exclusão e vulnerabilidade social, comparando a condição socioeconômica, direitos políticos e religiosos.
A História contribui no desenvolvimento dessa habilidade ao reconhecer o uso da violência como instrumento de poder, nas políticas raciais, nas ações do Estado e na divulgação de notícias.
A Sociologia contribui no desenvolvimento dessa habilidade ao discutir a questão do Estado e das chamadas minorias simbólicas, a partir da temática da criação de padrões e as variadas formas e estratégias de dominação entre os subgrupos sociais. Trata-se de uma abordagem mais ampla do fenômeno da discriminação e das ações de grupos hegemônicos.
A Filosofia contribui no desenvolvimento dessa habilidade no sentido de posicionar o sujeito frente aos comportamentos opressores e aos variados modos de violência, propiciando reflexão acerca dos valores, pressupostos e implicações.
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Exemplos de objetivos de aprendizagem
- Reconhecer a violência simbólica enquanto construção social, inconscientemente consentida e que exerce dominação sobre valores, condutas e visões de mundo.
- Identificar e analisar o uso político, social e cultural da violência em diferentes contextos históricos e por diversas instituições.
- Analisar razões, impactos e desafios dos movimentos migratórios frente ao uso do território e as relações sociais no lugar.
- Reconhecer o bullying como uma forma de violência psicológica e física e avaliar o dano e o sofrimento que provoca na vítima.
- Apreender criticamente os diferentes vetores sociais, econômicos e culturais subjacentes nos conflitos éticos.
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Possibilidades para o currículo
Juntamente com a Língua Portuguesa e a Arte, é possível propor a produção de painéis com dados e imagens que identificam a violência simbólica exercida pelos meios de comunicação (televisão, cinema, internet, jornais, revistas), por letras de músicas, provérbios e ditados populares, jogos eletrônicos, redes sociais e desenhos animados. Outra possibilidade é realizar um fórum para avaliar como a violência simbólica domina nossa visão de mundo e discutir os meios para combatê-la. O exercício auxilia no desenvolvimento da empatia, do diálogo e da cooperação, promovendo o respeito ao outro e aos Direitos Humanos, como recomenda a Competência Geral 9. Sugere-se promover oportunidades para refletir sobre a participação de indivíduos e grupos sociais classificados como minoritários nos espaços sociais de decisão e poder (seja em instituições públicas ou privadas, em cargos de chefia), compreender o significado das presenças e ausências e refletir sobre as consequências desse cenário.
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