Página inicial Referências e Pesquisas Ferramentas Sobre nós Minha coleção

Páginas

EM13LP09

Essa habilidade refere-se à capacidade de analisar e comparar recortes e abordagens da gramática normativa prescritiva e das gramáticas descritivas de usos contemporâneos do português, em especial, o brasileiro, para perceber: a língua como um fenômeno histórico e social, que se modifica no tempo e no espaço em que as interações (orais ou escritas) acontecem; a historicidade e os interesses das formas de tratar a língua como objeto.

Ela implica: mobilização de conceitos, como norma-padrão, língua culta, variedade linguística, preconceito linguístico, entre outros; problematizações sobre certo e errado, adequado e inadequado na língua; discussão sobre o compromisso da escola com o ensino de uma norma-padrão, das variedades de prestígio e das variedades estigmatizadas. Ela pressupõe a vivência significativa de variadas práticas de linguagem (em situações orais e escritas, formais e informais), que possibilitem o convívio e o reconhecimento das semelhanças e diferenças entre as variedades e da necessidade de considerá-las em seus contextos de origem, como formação de repertório para a postura crítica frente às diferentes formas de recortar e explicar o objeto língua.

Objetos do conhecimento

  • Gramáticas prescritivas e gramáticas descritivas.
  • Variedade padrão: contextos de formação, interesses e valores na defesa de uma língua única.
  • Variação linguística: variedades de prestígio, norma-culta e variedades estigmatizadas.
  • Usos do português brasileiro contemporâneo.

Este formulário de contato está disponível apenas para usuários conectados.

Componentes comentam a habilidade

A Língua Portuguesa contribui no desenvolvimento dessa habilidade em situações de investigação e comparação de normas gramaticais prescritivas (que circulam em gramáticas e compêndios tradicionais ou na releitura deles em manuais) com regras descritivas de usos efetivos do português brasileiro contemporâneo (que circulam em gramáticas de uso).

O desenvolvimento dessa habilidade implica recortes de investigação como: comparação de normas prescritivas sobre a colocação pronominal, de acordo com o português considerado padrão, com as regras de gramáticas que descrevem usos efetivos em textos atuais de ampla circulação social (como os publicados por jornalistas e escritores), representativos das normas de prestígio social; tratamento prescritivo das gramáticas tradicionais em relação à concordância de número e o tratamento descritivo de fenômenos como o princípio da economia nas marcas do plural em variedades estigmatizadas do português brasileiro; problematização dos valores e interesses que pesam na não flexibilização do português padrão e no papel da escola em relação a formação de uma visão mais plural sobre a língua, considerando as abordagens e estudos contemporâneos.

Este formulário de contato está disponível apenas para usuários conectados.

Exemplos de objetivos de aprendizagem

  • Analisar diferentes intencionalidades e interesses nas formas de explicar o português.
  • Analisar recortes e abordagens da gramática prescritiva e seu papel na configuração do português-padrão.
  • Analisar recortes e abordagens das gramáticas descritivas de usos do português no Brasil e seu papel na compreensão das variedades de prestígio e estigmatizadas no português brasileiro.
  • Fazer uso consciente e reflexivo de normas e regras, considerando contextos de produção, circulação e recepção de textos.

Este formulário de contato está disponível apenas para usuários conectados.

Possibilidades para o currículo

Na integração dentro da própria área, o desenvolvimento dessa habilidade pode ser favorecido pelo procedimento comum de consultas a gramáticas prescritivas e descritivas, em articulação com o aprender a aprender, sempre que questões sobre certo/errado e adequado/inadequado surgirem nos contextos de usos da língua, nas práticas dos diferentes componentes.

Em articulação com EM13LP10, a habilidade implica a (re)significação de como os jovens se percebem e percebem o outro nas interações verbais, à medida que constroem ferramentas para compreender o que é tratamento descritivo da língua em suas variedades e o que é tratamento impositivo, com vistas à manutenção de um padrão único, em detrimento da flexibilidade da língua, como dinâmica e sensível a contextos de usos. Seu desenvolvimento evidencia-se na formação de jovens “poliglotas na própria língua”, conscientes da necessidade de investirem na ampliação do domínio das variedades de prestígio e de saberem usá-las em situações que as exigem, bem como de não ser necessário apagar o domínio de outras variedades, conforme seus enraizamentos e pertenças, com usos delas com adequação a diferentes práticas de linguagem e situações de interação.

Este formulário de contato está disponível apenas para usuários conectados.