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Instituto Reúna e Ministério da Educação juntos pelo fortalecimento da Educação Básica

O Instituto Reúna e o Ministério da Educação (MEC) firmaram um acordo de cooperação técnica em prol do fortalecimento das políticas educacionais voltadas às estratégias nacionais para a Educação Básica e para o aprimoramento de ações relacionadas a três frentes de atuação: fortalecimento do ensino-aprendizagem de Matemática, construção de uma proposta para os anos finais do Ensino Fundamental, por meio do Programa Escola das Adolescências, lançado em junho de 2024, e recomposição das aprendizagens. 

Os objetivos da parceria são: 

  • Apoiar estudos técnicos e recomendações para o fortalecimento das políticas educacionais voltadas ao ensino de Matemática, com o objetivo de melhorar o desempenho dos estudantes nessa disciplina;
  • Subsidiar as discussões e a formulação de ações para a melhoria da qualidade da educação nos Anos Finais do Ensino Fundamental, por meio da elaboração de referenciais técnico-pedagógicos;
  • Contribuir para a implementação de estratégias de Recomposição das Aprendizagens, com enfoque prioritário na superação das defasagens em Língua Portuguesa e Matemática.

 

Para realização dos objetivos, serão elaborados: 

  • Documentos técnicos e pesquisas que contenham recomendações e estratégias voltadas ao fortalecimento do ensino de Matemática em todas as etapas da educação básica;
  • Insumos técnicos voltados aos Anos Finais do Ensino Fundamental, incluindo guias, referências e orientações que apoiem a implementação de políticas educacionais instrucionais;
  • Referenciais técnico-pedagógicos relativos à Recomposição das Aprendizagens, que servirão de fundamento para o desenvolvimento de insumos, documentos e pesquisas adicionais, pautados nos princípios da coerência pedagógica sistêmica.

 

“A parceria com o Ministério da Educação, por meio do Acordo de Cooperação Técnica, permitirá apresentar, no país todo, o conhecimento produzido com apoio de nossa equipe em prol da melhoria da educação brasileira. O compromisso do MEC com a elaboração de materiais técnico-pedagógicos sinaliza, claramente, a preocupação com a qualidade do ensino e da aprendizagem de matemática no Brasil e com a melhora da qualidade da Educação nos Anos Finais do Ensino Fundamental”, diz Katia Smole, diretora-executiva do Instituto Reúna.

Matemática: prioridade nacional

Estudos e dados recentes, como os resultados do último Saeb, revelam desafios significativos ainda em curso: desigualdades educacionais persistem, principalmente nos Anos Finais do Ensino Fundamental, com acentuadas defasagens na área de Matemática, agravadas pela pandemia da Covid-19 e crises climáticas. A interrupção prolongada das aulas presenciais aprofundou lacunas de aprendizagem, afetando especialmente estudantes em situação de vulnerabilidade. 

Avaliações internacionais também revelam nossos problemas em Matemática. Em 2023, o Brasil participou do Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), exame da Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional, que avalia os alunos do 4º e 8º ano do Ensino Fundamental em Matemática e Ciências. Alguns destaques do (mau) resultado alcançado: 51% dos nossos estudantes do 4º ano não alcançaram o nível baixo de proficiência. No 8º ano, 62%. E 4% dos alunos do 4º ano não acertaram nenhuma das perguntas da prova de matemática e 16% tiveram um desempenho pior do que se tivessem chutado todas as respostas. 

Assim, é imperativo que as políticas educacionais promovam equidade, assegurando a todos estudantes acesso a oportunidades de aprendizagem ajustadas às suas necessidades específicas. 

Recentemente, o MEC realizou a Escuta Nacional de Professores e Professoras que Ensinam Matemática (entre 17 de março e 06 de abril). Participaram docentes da Educação Básica que ensinam matemática nas escolas da rede pública brasileira: Ensino Fundamental Anos Iniciais, Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional e Tecnológica. Foram coletadas respostas dos professores sobre perfil profissional, demandas formativas, práticas pedagógicas, desafios para o ensino, visões sobre currículo e estratégias de avaliação.

Após ouvir os professores da área, o MEC está trabalhando para desenvolver ações e estratégias que promovam o aprimoramento do ensino e da aprendizagem da matemática.

Foco nas adolescências brasileiras

Conforme o Saeb 2023, os alunos do 9º ano estão nos níveis 2 e 3 (com 16,8% e 17,1% deles, respectivamente), na área de Matemática. Nas edições de 2021 e 2019, os níveis 3 e 4 obtiveram a maior concentração em percentual de estudantes. Já a proficiência em Língua Portuguesa teve maior concentração nos níveis 3 e 4 da escala (com 17% e 17,3% dos alunos, respectivamente, o mesmo padrão de distribuição em 2021 e 2019). O percentual de alunos no nível 3, porém, foi maior em 2019 e 2021. No nível 4, não houve diferenças significativas entre as três últimas edições da avaliação (2019, 2021 e 2023). Esses números revelam as desigualdades presentes no sistema educacional brasileiro. 

Considerando isso e outros dados, em maio de 2024, o MEC realizou a Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, a fim de conhecer de forma aprofundada os adolescentes dos Anos Finais para a construção de um programa nacional para os anos finais do Ensino Fundamental. A Escuta teve dois momentos: o primeiro nas escolas, com escuta mediada de professores, para oferecer insumos às escolas e às redes de ensino para planejamento; e outro momento de respostas individuais de estudantes a um questionário, possibilitando a expressão de visões e anseios sobre o ambiente escolar e o processo de ensino-aprendizagem. Mais de 2 milhões de adolescentes foram ouvidos.  Em maio, com base no material coletado durante a Escuta, foi lançado o programa Escola das Adolescências, de fortalecimento para os anos finais do ensino fundamental. Ele conjuga esforços da União, dos Estados, dos municípios e do Distrito Federal.

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